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16 de Dezembro de 2017

[Dúvida] Meu pai sempre me pagou pensão, mas nunca foi presente. Posso pedir indenização por abandono afetivo?

Jusbrasil Perguntas e Respostas
há 4 meses

"Até meus 18 anos meu pai sempre me pagou pensão alimentícia, mas hoje com 25 anos tenho poucas lembranças de ter estado com ele pessoalmente. Ele nunca participou de meus aniversários, reuniões escolares, ou teve qualquer tipo de interferência em minha educação. Não acho justo que minha mãe tenha sido a única responsável por me educar sozinha. Posso pedir indenização por abandono afetivo? Como um advogado poderia me ajudar nisso?

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62 Comentários

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Deixa ver se entendi: Uma pessoa de 25 anos que se sente abandonada afetivamente, acredita que uma quantia em dinheiro poderá resolver ou pelo menos minimizar a carencia afetiva ou o desejo de justiça em compensar a mãe pelo afeto que dispensou, pois supoe-se que na ausencia do pai, a mãe tenha sido capaz de substituir ou pelo menos compensar a ausencia do pai...

Dica: Ao que se conste, ainda não é possivel sar valor financeiro aos sentimentos, embora seja possivel comprar ou alugar um simulacro subsitutivo. Talvez devesse a partir de agora buscar se aproximar de seu pai ou pelo menos buscar entender a razão da distancia e na medida do possível construir um relacionamento afetivo de fato e usufruir dele nos anos que lhes restam.

Seguramente ao entrar com ação desta natureza, conseguirá dinheiro, mas aprofundará o fosso entre os dois bem mais, onde o afeto será impossivel na medida em que caracteriza que o afeto têm um custo para você e que deve ser cobrado em espécie de seu pai. Contudo, eventualmente o que está em jogo mesmo não é o afeto, mas apenas o recurso...

Talvez seja conveniente aguardar mais alguns anos e tentar, com mais maturidade, pesar se realmente um recurso finaceiro obtido desta maneira foi bom para compensar o afeto perdido... continuar lendo

Falou tudo!!!! Se o pai deve arcar de alguma maneira com o abandono não vai ser com um valor em dinheiro ou material que vai amenizar essa falta...na verdade, essa cobrança dessa forma soa mais como uma punição do que um pedido de reparação emocional ou psicológico. continuar lendo

Grande Flavio Zen. Recomendo o seu texto para todos. continuar lendo

!!! bela resposta continuar lendo

Parece que há um treinamento no Brasil para se condicionar as pessoas a parasitarem outras. Seja através do "Estado", da "sociedade", ou da construção de teses quaisquer de como tirar dinheiro dos outros - agora, por "falta de amor", ou "abandono efetivo". continuar lendo

Flávio Zen, tive uma vida acadêmica bastante extensiva passando por vários cursos, tais como: Medicina (terminei o básico), Farmácia e Bioquímica (apesar de ser graduado em Farmácia) Licenciatura em Biologia, Economia, Bacharelado em Física (apesar de ser graduado só na licenciatura) Engenharia Civil e Materiais (terminei o básico) Engenharia Aeronáutica (após o solo de um Seneca bimotor, abandonei) e diplomado em vários cursos de linguagem de programação de sistemas e eletrônica, digo tudo isto, não para me superestimar, mas sim, para provar que tenho alguma bagagem intelectual e sempre tenho coerência naquilo que escrevo. (só isto). Sempre escrevo para esta coluna e, através dos meus textos, apesar de uma coerência cristalina, nunca dos nunca recebi algum elogio, acho que alguns dos meus leitores carecem muito da humildade que CRISTO sempre pregou aqui na nossa casa para humildemente dar a cada um o que é seu. Pois é, com esta humildade que CRISTO pregou, eu adquiri e devolvo aquilo que recebi e humildemente sou obrigado a dar a cada um o que é seu, seja, não só a parte material, mas sim, a humildade em reconhecer o valor imaterial, intelectualidade ou conhecimento, que quaisquer pessoas a possuem. Todavia, obrigo-me ao reconhecimento em lhe dizer que foi um texto brilhante com altíssima coerência e que, acho, eu não diria isto da forma como foi dito, daqui a uns 10 anos. Nota 10 pelo raciocínio e pela redação. Agora, para mim, só faltou uma coisa vc acrescer : "O ESTADO, POR MAIS LEIS QUE A FAÇA, NUNCA OBRIGARÁ ALGUÉM AMAR ALGUÉM!". Para mim, isto é um oportunismo jurídico e amoral onde um filho tenta se locupletar financeiramente de um pai que se distanciou afetivamente dele, as vezes, não raro, tal distância provocada tem como fonte uma mãe oportunista, ciumenta ou hostil, e quem sabe também, as vezes, o próprio filho motivou a dilação distancial* (*Obs. não existe esta palavra, eu a criei, afinal de contas tal prerrogativa não pertence só aos gramáticos e nem aos "donos da língua") do seu genitor. Abraços! continuar lendo

Notável colocação! continuar lendo

Parabéns Flávio, notável colocação! continuar lendo

Perfeitíssimo e muito bem colocado. continuar lendo

Atualmente os Juízes e Desembargadores tem julgado essa questão da seguinte forma: Se a criança/adolescente teve alguém em sua vida que "substituiu" o afeto que deveria ter sido do pai, ou seja, um padrasto, um tio, avô, padrinho, ou outra pessoa que participou ativamente da educação, a indenização não é devida, pois a criança não ficou desamparada afetivamente de uma figura masculina. Mas se não houve alguém que representasse o pai, o filho poderá entrar com um pedido e de indenização por abandono afetivo, contudo se o genitor não tiver condições financeiras para arcar com uma possível condenação, nem convém ajuizar a ação. Esse foi meu posicionamento jurídico.
Agora, pessoalmente falando, eu não acho que uma indenização será capaz de suprir sentimentos. continuar lendo

O afeto do pai, para uma criança ou adolescente de maneira nenhuma será substituído por qualquer figura destes citados acima, mesmo sendo parentes não é a mesma coisa e nunca será.O amor e afeto de pai e mãe é diferente dos que os parentes possam proporcionar. Precisamos entender a carência de uma criança, adolescente ou até mesmo de um adulto que foi abandonado por um de seus genitores. Só entende isso quem já passou por esta experiência....... continuar lendo

Cara Nizette Freire, como a pergunta foi jurídica a minha resposta foi jurídica, e juridicamente falando os posicionamentos têm sido nessa linha. Assuntos de ordem pessoal e emocional não cabem à justiça tratar. Caso existam traumas (o que é perfeitamente possível e compreensível) é necessário que o prejudicado procure um profissional capacitado. continuar lendo

O pior ,é que esse ausente, substituido por padrasto, tio, avo, irmão, ou o Ricardão, qualquer figura masculina, tem o DIREITO de pedir auxilio pro filho abandonado. Já olhou o outro lado. continuar lendo

É o dinheiro é muito afetivo. Há uma inversão total de valores, vou processar minha professora do primário porque gostava dela e tive abandono afetivo. O PC é para tudo agora, nem posso escrever, estou Politicamente Incorreto quem leu o que escrevi chorou e agora vai me processar.O pessoal perdeu a noção das coisas. Quer dinheiro, pede logo, não fica inventando coisas para tentar justificar falta de caráter. Há mil anos atras quando eu era pequenininho se ensinava EDUCAÇÃO, MORAL e FÍSICA; é o que esta faltando continuar lendo

kkkkkkk, bem colocado! continuar lendo

Sub Censura, entendo que primeiramente a pergunta deveria iniciar-se em "esta indenização é uma vingança?" se for na está descartada pelo próprio CC, "o valor é alto para que de algum modo a pessoa venha simplesmente a se beneficiar com a nova teoria do direito de família?", por fim, "esta indenização poderia ser substituída pelo atual convívio com seu Pai?".

Sim, minhas perguntas não são jurídicas, como também ouso discordar da maioria das indenizações deste tipo, passei tal situação desde os 02 anos de idade e jamais pensei em qualquer benéfico financeiro, sendo que minha Mãe sequer buscou os alimentos que eram devidos.

Como colocado de maneira mais "bruta" acima, entendo que a "filha" poderia ter buscado contato com seu Pai no mínimo após a maioridade, mas não temos estas informações.

Finalizo apenas com o pensamento de que os operadores de direito, como assim nos denominamos, devemos ter muito bom senso antes de propor todo tipo de pedido apensa por ser previsto em lei, as leis são genéricas, e muitas vezes encorajam a propositura de demanda apenas com o fito financeiro.

Como dito, é minha ótica sub censura... continuar lendo